FMEA – Análise dos Modos e Efeitos de Falha

FMEA – Análise dos Modos e Efeitos de Falha

Seguindo a nossa série de textos sobre manutenção e métricas que facilitam a identificação e correção de falhas, a Field aborda neste texto o FMEA. É mais uma análise para ser aplicada quando a confiabilidade, que integra a análise RAM, é utilizada na manutenção. Até aí, ok, mas quando que é aplicada e mais ainda, quando e como? É o que vamos saber aqui e agora!

Quais serão as causas e efeitos das falhas? A resposta é a função principal do FMEA. E como integra a Análise RAM, não custa nada você dar um clique, caso ainda não tenha conhecimento sobre o tema: Análise RAM: Confiabilidade, Disponibilidade e Mantenabilidade. Sem contar que o FMEA é uma técnica que pode impactar diretamente o cliente final que usufrui dos produtos e serviços daquela indústria. Isso significa que ao desenhar um plano de manutenção, essa análise não pode ficar de fora.

 

As perguntas do FMEA

Failure Modes and Effects Analisys. É isso o que o FMEA significa. E ao responder perguntas, faz uma Análise dos Modos e Efeitos de Falha, como explica o significado em português. Como o mais indicado que é toda indústria tenha um plano de manutenção, o foco não deve ser apenas em correções, mas principalmente em evitar as falhas.

E se atuamos em evitar ao máximo erros que possam impactar não só a produção, mas também proporcionar economia, o objetivo direto é nas falhas pré-existentes. E reduzir e minimizar os custos de falhas, a partir de prevenir interrupções bruscas e trocas de peças e equipamentos de última hora é o princípio básico de se ter uma equipe de manutenção.

E ainda, pode ser aplicado não só em processos, como em produtos também. Toda a análise é feita em cima do projeto que indica todas as definições necessárias para que tudo saia realmente como o esperado e com  qualidade acima da média. A aplicação da análise do FMEA pode ser feita em design, processos, sistemas, serviços e até softwares.

O FMEA é baseado nas respostas das seguintes perguntas:

  1. O equipamento tem falhas no histórico?
  2. Quando acontecem, quais são os impactos?
  3. Quais são os possíveis efeitos dessas falhas?
  4. Antes que aconteça essa falha, é possível fazer a detecção?
  5. Por que a falha aconteceu? E mais ainda, como fazer a prevenção para que não aconteça novamente?

 

 

Como se identifica falhas ou possíveis falhas?

 

Você já suspeita de qual tipo de manutenção todos esses itens fazem parte? Aquela que previne e evite gastos… E se quiser um passo a passo de como se fazer uma manutenção preventiva, acesse o conteúdo: Como fazer um plano de manutenção preventiva em 6 etapas.

Outro fator também que vem junto, sem querer querendo é a segurança. Todo bom gestor e responsável pela operação de manutenção entende que mais que manter o negócio em funcionamento, garantir a segurança das pessoas que trabalham e transitam ali é essencial. Sem contar com as que atuam como técnicos na equipe responsável pela prevenção de falhas e reparos.

A segurança vai além de prevenir acidentes por meio de erros e falhas da operação, mas inclui a rotina e o uso de EPIs. Isso inclui ter a segurança do trabalho, ao oferecer ferramentas adequadas.

Além de responder as perguntas indicadas acima, no mundo ideal do FMEA, ter uma planilha é o mais apropriado. Os principais itens que precisam ser preenchidos auxiliam para que nada passe batido. Os dados básicos também precisam constar, além dos técnicos. O número do FMEA, a equipe responsável, data, local, sistema, responsável.

E a parte técnico do relatório aponta:

  • Qual é a falha;
  • Como ela se apresenta ou apresentou;
  • Quantas vezes ocorreu;
  • O quão impactante é essa falha;
  • Os modos, as causas e efeitos (que são literalmente o que o FMEA representa);
  • Equipamento: função e onde pode ter dado errado, como peça, por exemplo;
  • Análise da falha, que vamos ver logo abaixo;
  • Avaliação de risco;
  • RPN (segura aí que a explicação vem logo menos).

 

Análise da Falha e Avaliação de Risco

A Análise de Falha também faz parte da planilha. Naquele documento, ela faz o mapeamento de modos de falha (indica como a falha se apresenta – barulhos, a olho nu ou a partir de análise por meio do tato); Efeitos (o que ocasionou a falha); Causa (que tem sentido literal).

Agora, quando se trata de avaliação de risco, existem três itens que fazem a quantificação. O quanto essa falha foi severa (severidade) ? Qual a ocorrência e mais ainda, qual é provável de ser detectada (detecção)? A avaliação acontece por meio de notas que o responsável aponta para cada um desses fatores. O cálculo é feito com o RPN.

 

RPN – Risk Priority Number

Esperamos que você que atua com manutenção goste de matemática. Além de cálculos de indicadores de manutenção, como MTBF e MTTR, temos também o RPN, que faz parte do FMEA.

O Risk Priority Number indica a prioridade de cada um dos fatores da avaliação de risco. A partir do Número de Prioridade de Risco indicado por meio do cálculo, é possível saber por onde começar: severidade, ocorrência ou detecção. O maior, entra na frente. Ficou mais fácil de entender?

Como se chega ao RPN? Multiplicando severidade, ocorrência e detecção em uma única conta.

 

O impacto do FMEA no consumidor final

Você, como consumidor, já recebeu algum produto com defeito? Abriu aquela embalagem tão esperada e se deparou com o inesperado? Decepcionante! Ter as expectativas frustadas e ter que passar por todo o processo de reclamação e troca do produto ou acionar a garantia podem fazer com que a empresa perca um cliente para sempre.

Evitar que toda a produção, mesmo a em escala, não tenha erros ou até mesmo uma mínima taxa, faz com que o crescimento do negócio seja contínuo.

A satisfação e qualidade de atendimento ao cliente hoje em dia é tão importante que aqui mesmo no blog, a Field já fez diversos conteúdo a respeito. Entre eles, temos:

 

E depois de tudo… 

A análise foi feita, a planilha preenchida corretamente. O próximo passo é manter boas estratégias. Fazer estudos, revisões e promover possíveis melhorias são muito bem-vindos. Ouça todas as pessoas envolvidas na operação, as que estão na linha técnica de frente e as que ficam nos bastidores. Promova uma cultura participativa na sua empresa. Troca de experiências e dar voz para identificar as dificuldades dos técnicos durante a execução do trabalho promove uma maior produtividade. Por isso, a Field sempre fala sobre a importância da cultura organizacional para equipes externas. 

 

É isso aí! Quanto mais conteúdo você absorve, maior a distância entre a sua prestadora e a concorrente. Implementar meios que facilitem os processos por meio de ferramentas digitais é um primeiro passo que o gestor pode dar para atender todas as demandas. E isso inclui um sistema de gestão de equipes externas que não só promove a sua produtividade, mas evita que erros e falhas na sua gestão impactam diretamente o seu cliente. Quer saber como funciona?  É só dar um clique: www.fieldcontrol.com.br.

Equipe Field Control

O Field Control é uma poderosa ferramenta de gestão para empresas prestadoras de serviços. Para o gestor, organização e controle da empresa. Para os técnicos, praticidade e mais rendimento nas atividades do dia a dia.

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